Lançamento de Livros

 

Lista de livros a serem lançados no XV Simpósio Nacional de Geografia Urbana

(Novos títulos poderão ser acrescidos até o dia 20 de novembro)

 

1. O ESPAÇO E A METROPOLIZAÇÃO: Cotidiano e ação

Organizadores: Alvaro Ferreira,  João Rua e Regina Célia de Mattos

Editora: CONSEQUÊNCIA

Resumo da obra: O livro tem a intenção de avançar no projeto de uma  expectativa, onde é possível um outro entendimento dos processos que determinam as formas de apropriação e dominação do espaço na atualidade. A metropolização do espaço está integrada à lógica espacial pós-industrial (concentradora e dispersora) e às marcas do capitalismo em sua fase presente. Desejamos que a problematização da lógica espacial hegemônica possa se mostrar necessária para o fortalecimento dos movimentos atuais a favor de outro modelo de urbanização do espaço, orientado para uma possível reapropriação em usos coletivos com base em outros tipos de gestão, que não aquela de cima para baixo, abrindo-se às possibilidades da autogestão.

 

2. Atravessando a Geografia, Marx Lefebvre e os Situacionistas – Volume 1

Organizadores: Amélia Luisa Damiani e Ricardo Baitz

Editora: Editora Tiragem Livre

Resumo da obra: Atravessando a Geografia, Marx Lefebvre e os Situacionistas, volume 1, publiciza artigos cuja marca é a formação de longa duração propiciada pelo encontro dos pesquisadores no Laboratório de Geografia Urbana – LABUR – do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. O livro é composto por nove artigos que, valendo-se dos conteúdos mais íntimos da Geografia – principalmente a Geografia Urbana -, de Karl Marx e de Henri Lefebvre, apresentam uma leitura possível do real. Metodologicamente, a costura mais interna consiste em “partir de”: os textos partem dos autores lidos, sem com eles se conformar, pois buscam atualizar – seja a ciência, seja o pensamento de Marx, seja o de Henri Lefebvre. Por fim, trata-se do primeiro volume da série, ou volume de inauguração de um projeto editorial que pretende, igualmente, ser persistente – e de longa duração – motivando assento aos novos pesquisadores, bem como assegurando espaço àqueles que são as referências, a partir de quem tudo foi possível.

 

3. A reestruturação urbana maranhense: dinâmica e perspectivas

Autor: Antonio José de Araújo Ferreira

Editora: Editora da Universidade Federal do Maranhão (EDUFMA)

Resumo da obra: O crescimento das cidades maranhenses, inicialmente foi lento e refletia o processo de urbanização na escala nacional haja vista que em 1822 havia 12, as quais passaram para 50 em 1889 e em 1950 já eram 72, sendo 12 as principais e São Luís (capital estadual) aglomerava 119.798 habitantes ou o dobro da população das outras onze. O dinamismo que reestruturou as cidades do Maranhão entre 1950 e 2010, revela mudanças na posição das 10 principais e reflete a melhoria do sistema de transportes, o avanço do povoamento, a apropriação do território via introdução de novos usos e, sobretudo, a migração do epicentro econômico vinculado à necessidade de otimizar a reprodução do capital, o que é articulado ao interesse do Estado.  Tais transformações resultaram de mudanças na base econômica e localização/ melhorias na infraestrutura, cuja distribuição espacial dos investimentos evidencia o uso do território pelo capital e as articulações/ interesses do Estado em que a indústria, os serviços e o Produto Interno Bruto, além da presença/deficiência de estabelecimentos de saúde, instituições financeiras, hotéis, instituições de ensino superior e agências do INSS, serviram de exemplo para explicar o porquê das mudanças nas posições da rede urbana maranhense, que por sua vez é influenciada por cidades das macrorregiões mais próximas (Norte – Belém; Centro-Oeste – Goiânia e Brasília; e Nordeste - Teresina e Fortaleza), além de São Paulo e até de decisões externas nas quais os momentos de crise mundial afetaram diretamente as cidades de Açailândia, Balsas e São Luís, de maneira que por esse conjunto de fatores as cidades ora são centros de atração ora de repulsão de população.  A apreensão do atual momento (2010-2016) da reestruturação urbana maranhense requer a interpretação da distribuição espacial dos novos investimentos econômicos, que por serem seletivos impõem elementos e conteúdos diferentes da realidade de então porque privilegiam a logística da Estrada de Ferro Carajás, apesar de indicarem novos eixos de dinamismo em se tratando da prospecção de petróleo, geração de energia, papel e celulose, exploração de ouro e gás natural, etc. a fim de tornar as empresas mais competitivas no mercado nacional e internacional. O problema é que a realidade empírica revela crescimento das 217 cidades maranhenses e as demandas continuam se ampliando; os dados do censo 2020 e pesquisas mais amplas, decerto, revelarão novos indícios e permanências.

 

4. Geografia e ensino: dimensões teóricas e práticas para a sala de aula

Autores: Gilselia Lemos Moreira, Gilmar Alves Trindade, Lurdes Bertol Rocha, Maria Cristina Rangel, Rita Jaqueline Nogueira Chiapetti

Editora: Editus

Resumo da obra: A obra apresenta como tema central o ensino de Geografia, com importantes discussões teóricas e reflexões sobre o papel e a importância da pesquisa escolar. Traz, ainda, experiências que se colocam como possibilidades para a melhoria da qualidade do ensino da disciplina em questão, em especial na educação básica.

 

5. Operação Urbana e Lutas Sociais. Um histórico da propriedade no Butantã e da reversão da Operação Urbana Consorciada Vila Sônia

Autor: Marcio Rufino Silva

Editora: Annablume

Resumo da obra: São Paulo, metrópole “global” e do terciário avançado, tem conhecido, sobretudo nas últimas décadas, a efetivação de operações urbanas em praticamente todas as regiões da cidade e em outros municípios da Região Metropolitana. Na escala municipal, a região compreendida pelos distritos do Butantã, Rio Pequeno, Morumbi e Vila Sônia tornou-se objeto da composição desse instrumento urbanístico, a partir da Operação Urbana Consorciada Vila Sônia (OUCVS), embargada judicialmente em fins de 2012, sobretudo pela ação dos movimentos sociais, associações e entidades locais. O livro, adaptado da Tese de Doutorado do autor, almeja expor o quanto as reestruturações e modificações postas nos variados projetos da OUCVS estão francamente relacionadas ao lugar que a região ocupa na metrópole paulistana, cuja forma e conteúdo são herdeiros dos caminhos e fronteiras pregressos (reafirmando formas pregressas da propriedade), tanto em relação aos fluxos viários quanto às possibilidades econômicas do contemporâneo mercado imobiliário e seu crescente interesse por certas áreas consideradas “estratégicas” no município de São Paulo. Discernindo tal estratégia do espaço, o livro almeja desvendar a reprodução das relações sociais de produção, assentando-se a espacialidade desse fenômeno nas tessituras do cotidiano. Este, em sua materialidade, conduz ao necessário tratamento, nesta obra, das camadas e classes sociais, bem como suas complexas tramas de relações. Assim, admitindo o desnível constante entre a(o) política(o) e a economia política, operados no corpo da reprodução das relações sociais de produção, sugerimos a consideração da “política média” como o devir dessa forma social, cujo fundamento se ancora em reiterativa alienação, mistificação, reificação e fetichização. Reconhecendo tais fundamentos, poder-se-ia abrir vias no intento da urgente superação do discurso, do pensamento e das práticas ancoradas ao Estado e a essa economia.

 

6. Quadros Geográficos. Uma forma de ver, uma forma de pensar

Autor: Paulo Cesar da Costa Gomes

Editora: Bertrand Brasil

Resumo da obra: Qual é a base daquilo que chamamos de raciocínio geográfico? Como ele se estrutura? Qual o campo comum onde se apoiam todas as ferramentas, os conceitos, pelos quais se operacionaliza o entendimento geográfico? Todas essas perguntas são contempladas neste livro.

 

7. O método de Oswald de Andrade – segunda edição

Autor: Ricardo Baitz

Editora: Editora Tiragem Livre

Resumo da obra: Trata-se de um livro-jogo que, metodologicamente, analisa a vida e a obra do incatalogável Oswald de Andrade. A análise das obras do escritor, entrevistas e depoimentos, tanto reverbera a interpretação feita pela crítica (Antonio Cândido, Maria Augusta Fonseca, Mário da Silva Brito) quanto ganha novos contornos pela leitura metodologicamente possível a partir da obra de Henri Lefebvre e René Lourau, pois Oswald não se ateve ao método formal indutivo-dedutivo, mas praticou – sem dizer – variados métodos não-formais, dentre os quais destaca-se a implicação e a transdução. É o livro inaugural da Editora Tiragem Livre, e o autor – Ricardo Baitz – é doutor em Geografia Humana. A primeira edição trouze um argumento principal consistente, mas pecou pela forma, extremamente tradicional: apresentou-se com um “livro” que não era mais que “um livro” (impresso em retrato). A segunda edição desfez esse erro, e apresenta um profundo progresso: além de dar o formato próprio da editora (qual editora publica livros em formato tão inusitado quanto o de 211x148cm?), trouxe quatro prefácios e dois posfácios que, ao dialogar com a vida e os enfrentamentos de Oswald, apresentam a condição dos autores no Brasil, o mercado editorial, o acesso feito pelos acadêmicos às obras. Não se trata de descricionismo, pois para além da contextualização da época, forjam-se os fundamentos críticos mais internos. Adepto da Análise Institucional francesa, o autor apresenta a superação dessa crítica, pela teoria e pela prática: o conjunto de prefácios e posfácios revelam a prática crítica pela oposição não formal, mas combinandose em sentido antagônico ao que a sociedade mercantil propõe. O autor torna-se um contrautor, o editor passa a ser um contraeditor e a própria editora que viabiliza o livro, Tiragem Livre, se revela uma contraeditora ao inverter o sentido do mercado, permitindo inclusive a reprodução da obra com um termo de reprodução ao final do livro. E não há inocência nos termos escolhidos pelo autor: trata-se de levar adiante as idéias defendidas em seu doutorado em Geografia Urbana, onde forjou-se o conceito de contrapropriedade (superação possível ao binarismo  propriedade e não antipropriedade). Revelase, portanto, um livro necessário a pesquisadores de diversas áreas, especialmente àqueles que analisam o capitalismo e as modernas formas de propriedade – que inclui a terra. Se o próprio autor encarregou-se de tecer os prefácios e posfácios, diagramar e publicar o livro (ironia por um lado, posicionamento por outro lado: trata-se de um sujeito que busca a reconciliação em um mundo fragmentado), as orelhas são feitas por Amélia Luisa Damiani, da cadeira de Geografia da Universidade de São Paulo e Maria Eugênia Macedo, professora de Língua Portuguesa de diversas faculdades particulares. São orelhas longas, compatíveis com o formato escolhido, que bem poderiam prefacear a obra.

 

8. Mobilidade Precária na Metrópole de São Paulo

Autor: Ricardo Barbosa da Silva

Editora: Annablume Editora/ Fapesp

Resumo da obra:  O livro do geógrafo Ricardo Barbosa da Silva é resultado de uma intensa pesquisa teórica e empírica que visou definir um conceito inédito de mobilidade precária. Trata-se de um esforço de interpretação teórica no campo da Geografia e interdisciplinar na tentativa de contribuir para revelar as péssimas condições de deslocamentos cotidianos das pessoas no contexto particular da metrópole de São Paulo, Brasil. Para tanto, o autor percorre um trajeto histórico revelando que a mobilidade precária já ganhava impulso na década de 1930 com a emergência dos ônibus, passando pela década de 1960 com a massificação do automóvel e chegando até a década de 1990 aos dias atuais com a popularização do automóvel e da motocicleta como alternativa reiterada ao precário transporte público. No final, este livro publicado pela Annablume Editora/Fapesp contribui para o entendimento do processo que tornou a mobilidade precária de exceção à regra, colocando em outro patamar os efeitos deletérios da mobilidade cotidiana à sociedade como um todo na metrópole paulistana.

 

9. Seis modos de ver a cidade – mapa, morfologia, ecologia, técnica, paisagem, cotidiano

Autor: Tadeu Alencar Arrais

Editora: Cânone Editora

Resumo da obra: SEIS MODOS DE VER A CIDADE - mapa, morfologia, ecologia, técnica, paisagem, cotidiano, aborda diferentes modos, ao longo do tempo, de perceber a cidade. A narrativa tem, como traço comum em cada capítulo, o trabalho com fontes literárias ou mesmo o cinema, além de dados sobre várias cidades do planeta. Utilizo autores como Balzac, Victor Hugo, Dickens, Conan Doyle, Azevedo, entre outros, como fontes para compreender a formação e o cotidiano de cidades como Paris, Londres, Bagdá, Rio de Janeiro, Berlim, Los Angeles, Nova York etc. A organização dos temas responde a uma ordem de aproximação, como um viajante que olha para o mapa antes de vislumbrar, no horizonte, a morfologia da cidade incrustada em um
vale ou no topo de uma montanha. O viajante se pergunta que condições possibilitaram aquele assentamento, mesmo antes de conhecer sua ecologia. Sabe, no entanto, que a técnica permitiu a ocupação dos lugares mais inóspitos do planeta. Com a técnica certa, pântanos são drenados, encostas protegidas e desníveis driblados com obras de engenharia. Após adentrar a cidade, a
paisagem criada revela-se a cada esquina e sempre em interação com o cotidiano. É o momento em que todos os modos de ver a cidade são incorporados à vida diária, em uma espécie de síntese que chamamos de city, urbe, ville, town, ciudad, cittá, cidade etc.

 

10. Disputas em torno do espaço urbano: processos de [re]produção/construção e apropriação da cidade

Organizadores: John Gledhill, Maria Gabriela Hita e Mariano Perelman

Editora: EDUFBA

Resumo da obra: A publicação é resultado de uma série de textos que dão conta de processos sociais que têm efeitos sobre os modos como as pessoas vivem na cidade. Seus organizadores propõem o fomento de discussões em torno de temas como as perspectivas históricas sobre o processo urbano no Brasil, o acesso ao espaço público e a securitização do espaço urbano e o acesso de diferentes atores sociais aos espaços da cidade. A importância dessas discussões partem do pressuposto de que diálogos interdisciplinares são essenciais para compreender e amadurecer os debates sobre o que ocorre hoje nas cidades, especialmente as latino-americanas.

 

 

(...)

Chamada para lançamento de livros

no XV SIMPURB – Simpósio Nacional de Geografia Urbana

 

- Os livros deverão ter sido publicados em 2016 ou 2017. Não serão aceitos livros em segunda edição, lançados em anos anteriores, a não ser em casos excepcionais de segunda edição revista e ampliada;

 

- O autor/organizador responsável pelo lançamento do livro em Salvador deverá obrigatoriamente estar inscrito no SIMPURB e pagar a taxa de inscrição correspondente à sua categoria. Para se inscrever e emitir boleto de pagamento, acessar o link: http://www.inscricoesxvsimpurb.ufba.br/

 

- Preencher o modelo de ficha e enviar uma cópia digital para o e-mail simpurb2017@gmail.com e uma cópia impressa junto com um exemplar do livro para o endereço abaixo, até 15 de outubro de 2017. No caso de livros eletrônicos enviar CD com cópia integral da obra:

 

SIMPURB 2017 – Prof. Angelo Serpa

Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia

Campus de Ondina

R. Barão de Jeremoabo, s/n - Ondina, Salvador - BA, 40170-290

 

- Os exemplares impressos de livros enviados pelos autores/organizadores serão doados à biblioteca do Instituto de Geociências da UFBA, após o encerramento do XV SIMPURB.

 

Clique aqui para baixar a ficha

 

Patrocínio

                      

Realização